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Quando eu "vortá" pr'a minha terra,
Farei de tudo que "pudé":
Dormirei bem tarde,
E acordarei a hora que "quisé".

Passarei as noites nas ruas em serenatas,
E quando "raiá" o dia,
Como pão fresco na padaria.

Beberei café com leite na caneca "esmartada",
Quem sabe conseguirei...
Uma, duas, ou "inté" três namoradas.

Quando a noitinha "cumeçá",
Rodeio os amigos,
Pra "modi" no fogão de lenha " esquentá".

Contarei "causos" mineiros,
"Arguns" inventados,
Outros, "inté" verdadeiros.

Provarei da broa de "mio",
Experimentarei todas as receitas,
Pode ser "inté" que tenha
Um "causo" com "arguma mué" insatisfeita.

Vou comer queijo mineiro,
Desses do tipo caseiro,
"Caminhá" por "arguma" estrada,
"Arreá" o meu  cavalo
E "galopá" em disparada.

E quando de tudo isso me fartar,
Pego lápis e papel
E só escrevo das belezas do lugar...




                                                                     Anarriê
Carlos Lucchesi