Vivendo sem Sonhos


Morena feitiço,
Corte sem dor,
Corpo que faz queimar no frio,
Arrepio de calor.

Alucinações,
Desejos e pecados,
Impulsos incontroláveis,

Êxtase completo,
Toques e delírios,
Sono profundo,
Sonhos esquecidos.

Seus raros sorrisos,
Onda que rola sobre a areia,
Sem se dar conta do canto das sereias.

Fim que não teve início,
O mais curto dos saltos,
No maior dos precipícios.

Olhar pelos desertos,
Visão de oásis,
Que duvida do caminho certo.

Aconteceu que o sonho bateu a sua porta,
E a vendo sobre o leito, totalmente desfalecida,
Acreditou que agonizava,
Nos seus últimos momentos de vida.

Voltou pelo mesmo caminho,
Que antes havia entrado,
Tomou outro rumo incerto,
Completamente ignorado.


Sonhar é direito de todos e privilégio de poucos.

 




                    



Carlos Lucchesi






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